quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

CUIDADOS COM IMUNOBIOLÓGICOS - Aline Duarte - Saúde Pública II

“TODO DIA É DIA DE VACINA”
Calendário Oficial de Vacinação para o Estado de São Paulo - 2006

IDADE VACINAS
Ao nascer BCG, Hepatite B
2 meses Poliomielite, Hepatite B(1) , Tetravalente (DTP+Hib), Rotavírus (2)
4 meses Poliomielite, Tetravalente (DTP+Hib), Rotavírus (3)

6 meses Poliomielite, Hepatite B (4), Tetravalente (DTP+Hib)
9 meses Febre Amarela (5)
12 meses Sarampo – Caxumba – Rubéola (SCR) - TV
15 meses DTP, Poliomielite
4 a 6 anos DTP, Poliomielite, SCR(TV)
15 anos (6) dT

Rede de frio

A Rede de Frio ou Cadeia de Frio é o processo de armazenamento, conservação, manipulação, distribuição e
transporte dos imunobiológicos do Programa Nacional de Imunizações, e deve ter as condições adequadas de refrigeração,
desde o laboratório produtor até o momento em que a vacina é administrada.

O objetivo final da Rede de Frio é assegurar que todos os imunobiológicos administrados mantenham suas
características iniciais, a fim de conferir imunidade, haja vista que são produtos termolábeis, isto é, se deterioram depois
de determinado tempo quando expostos a variações de temperaturas inadequadas à sua conservação. O calor acelera a
inativação dos componentes imunogênicos.

É necessário, portanto, mantê-los constantemente refrigerados, utilizando instalações e equipamentos adequados
em todas as instâncias: nacional, estadual, regional ou distrital e municipal/local. Um manuseio inadequado, um
equipamento com defeito, ou falta de energia elétrica podem interromper o processo de refrigeração, comprometendo a potência e eficácia dos imunobiológicos.
É necessário,para a Rede de Frio:
1. Equipe técnica;
2. Equipamentos;
3. Instâncias de armazenamento;
4. Transporte entre as instâncias;
5. Controle de Temperatura;
6. Financiamento.

Distribuição nacional de vacinas

Vacinas demandadas pelo PNI, produzidas em Bio manguinhos.
CENADI Centro Nacional de Distribuição de Imunobiológicos

INCQS Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde



ARMAZENAMENTO: Equipamentos recomendados

Câmara de conservação



Geladeira tipo doméstica



GELADEIRA DO TIPO DOMÉSTICO
Critérios e cuidados básicos

1-Capacidade mínima de 280 litros
2-Congelador/Evaporador interno
3-Refrigerador duplex – não recomendado
4-Usar tomada exclusiva para o refrigerador
5-Retirar a lâmpada interna do refrigerador
6-Manter distante do sol e de possíveis fontes de calor
7-Deve estar nivelado e afastado 20 cm da parede
8-Não armazenar nada na porta
9-Fazer degelo a cada 15 dias ou quando necessário
10-Não armazenar outros produtos (alimentos, bebidas, sangue, exames de laboratório, etc.)
11-Não colocar qualquer elemento na geladeira que dificulte a circulação interna de ar
12-Fazer a leitura da temperatura diariamente, no início e no final da jornada de trabalho
13-Vacinas multidose: ao abrí-las colocar etiqueta com data e hora da abertura do frasco.

CONGELADOR - Gelo reciclável
1a. Prateleira - Vacinas tipo 1

2a. Prateleira - Vacinas tipo 2

3a. Prateleira - Estoque, soros, diluentes

Prateleira inferior - Garrafas com água colorida

CONGELADOR

No congelador (evaporador) colocar gelo reciclável, na posição vertical, ocupando todo o espaço. No caso das câmaras de conservação não existe o evaporador.O gelo reciclável serve para manter a temperatura baixa em caso de defeito ou falta de energia elétrica.

PRIMEIRA PRATELEIRA

Aqui devem ser colocadas as vacinas que podem ser submetidas a temperaturas negativas. São as vacinas mais sensíveis ao calor.São elas: Poliomielite, febre amarela e Sarampo. Devem ser colocadas em bandejas perfuradas para permitir a circulação de ar ou nas próprias embalagens do Laboratório produtor.

SEGUNDA PRATELEIRA

Aqui devem ser colocadas as Vacinas bacterianas, toxóides e hepatite B. São as vacinas mais sensíveis ao frio. Portanto, não podem ser submetidas a temperaturas negativas.DPT, dt, DT,Toxóide Tetânica, BCG, Raiva, Hepatite B, Febre Tifóide
Devem ser colocadas em cima de bandejas perfuradas para permitir a circulação de ar ou nas próprias embalagens do Laboratório produtor.
O termômetro de máxima e de mínima deve ser colocado em pé, na segunda prateleira, afixado com barbante ou arame.

TERCEIRA PRATELEIRA
Na terceira prateleira, podem ser colocados soros, diluentes e caixas com vacinas bacterianas. Deve-se ter o cuidado de permitir a circulação do ar entre as mesmas.

Na prateleira inferior, se tiver gavetas plásticas, estas devem ser retiradas e preencher com garrafas de água coloridas. Isto contribui para estabilizar a temperatura.

LIMPEZA DO REFRIGERADOR

Rotineiramente deve-se proceder a limpeza do refrigerador, de preferência a cada 15 dias ou quando a camada de gelo atingir 1,0 cm. Para proceder a limpeza do refrigerador, retirar todas as vacinas e colocá-las em uma caixa de isopor a temperatura de +2 a +8°C. Após a limpeza, ligar novamente o refrigerador e manter a porta fechada por mais ou menos 3 horas a fim de estabilizar a temperatura. Quando a mesma estiver entre +2 a +8°C deve-se retornar as vacinas.


1-Controlar a temperatura da caixa com termômetro de cabo extensor
2-Manter a caixa fora do alcance da luz solar
3-Manter longe de fontes de calor
4-Checar a temperatura constantemente (+2 A +8°C)

TRANSPORTE

O transporte dos imunobiológicos deve respeitar as normas preconizadas de temperatura (+2 a +8°C), desde o local de armazenamento até o destino final. É preciso dispor de equipamentos como caixas térmicas, de tamanho próprio à quantidade do produto a ser transportado, bobinas de gelo reciclável, em quantidade suficiente para manter a temperatura durante todo o percurso, e termômetro de cabo extensor para monitoramento da temperatura.


SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA:
Em caso de cortes de energia, defeitos
no refrigerador:
Manter os imunobiológicos dentro da geladeira por 6h – conservação perfeita
Transferir para caixas térmicas ou outro serviço
Informar nível superior
Registrar informações da ocorrência: motivo, hora, reutilização ou não, nº lotes, quantidade, data de validade do lote, condições de armazenamento, leitura da última temperatura, tempo de exposição.

PROCEDIMENTOS NA SALA DE VACINAÇÃO:

Temperatura
Impressos
Cliente – caderneta – vacina – reações – condições de saúde
Lavar as mãos
Preparar vacina
Criança: glúteo ( de bruços entre as pernas da mãe), braços (colo), gotas (colo, cabeça inclinada)
Registrar vacinas na caderneta, ficha, mapa, diário
Orientar próximas vacinas

PREPARO DE VACINAS INJETÁVEIS

LAVAGEM DAS MÃOS










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